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Brigadas de Vigilância Comunitária continuam a expandir-se pelos bairros de Luanda

Brigadas de Vigilância Comunitária continuam a expandir-se pelos bairros de Luanda

Com o objectivo de devolver a tranquilidade «roubada» pelo alto índice de criminalidade, surgem em vários bairros da capital Brigadas de Vigilância Comunitária. Pelo modo de actuação, moradores e especialistas divergem nas opiniões. Enquanto uns apoiam, outros pedem a sua dissociação, por entenderem que as brigadas são «um covil de criminosos que se fazem passar por agentes do bem».

Apesar das fortes críticas de certos sectores da sociedade, que alertam para os excessos nos modos de actuação, as Brigadas de Vigilância Comunitária (BVC) continuam a expandir-se pelos bairros de Luanda, ainda que de forma tímida.

Justificando-se com a alegada necessidade de combater o índice elevado de criminalidade nalgumas zonas da capital, munidos de diversos objectos contundentes, como tacos de basebol, martelos e apitos para se comunicarem, grupos de cidadãos, sobretudo do sexo masculino, têm efectuado patrulhas nocturnas, numa ideia que se popularizou no distrito urbano do Sambizanga, com o apoio do então administrador, Tomás Bica, e rapidamente se espalhou por outros bairros e municípios, como Cazenga, Cacuaco ou Catinton.