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Isabel dos Santos diz que não é o “momento certo” para vender acções que detém na Nos e Galp

Isabel dos Santos diz que não é o “momento certo” para vender acções que detém na Nos e Galp

Isabel dos Santos não tem “planos imediatos” para vender as acções que detém nas empresas portuguesas, Galp e Nos, pelo facto de se tratarem de investimentos com menos de dez anos, que ainda não atingiram a maturidade suficiente para serem vendidas e que, para além disso, este não é o momento certo, dada a volatilidade dos mercados.

A empresária, filha do ex-presidente angolano, José Eduardo dos Santos, em entrevista à “Bloomberg”, considerou que “estes investimentos foram realizados há quase dez anos” e que “os mercados agora estão um pouco voláteis. Para desinvestir estes activos, terá de ser no momento certo”, acrescentou.

São estes os activos também visados nas investigações que decorrem em Portugal e Angola, que a empresária considera não ser adequado vender. “Não sinto que o mercado esteja maduro agora”, afirmou.

Isabel dos Santos detém 6% na Galp através da Exem, uma holding holandesa que tem como principal beneficiário Sindika Dokolo, seu marido, entretanto falecido. Um mês antes do seu falecimento, um tribunal de Amsterdãocongelou a participação de Sindika na Exem, no âmbito de uma disputa sobre um negócio com a Sonangol, em 2006.

A Exem, cujos activos valem 500 milhões de euros, tem o controlo de 40% da Esperanza Holding, sendo os restantes 60% detidos pela Sonangol. Por sua vez, a Esperanza detém 45% na Amorim Energia, que é a maior acionista da Galp com 33,34% do capital.

A participação na operadora portuguesa Nos é por via da Zopt, que a empresária detém em 26,075%, activos que estão actualmente arrestados por ordem do tribunal.

Em Portugal, Isabel dos Santos detinha ainda 71,73% da Efacec, que o Estado português decidiu nacionalizar temporariamente, decisão contra a qual Isabel dos Santos interpôs em Setembro de 2020, uma acção para impugnar esta nacionalização, cujas acções são detidas pela Winterfell, alegando que a empresa não foi ouvida e o facto de as acções dos restantes accionistas não terem sido nacionalizadas.