Sobreviventes da “Caipirinha do Azar” vão ter lesões profundas no organismo

Sobreviventes da “Caipirinha do Azar” vão ter lesões profundas no organismo

Os sobreviventes do grupo que consumiu, no bairro Caop B, em Viana, uma bebida alcoólica adulterada, à qual se deu o nome de “Caipirinha do Azar”, por ter havido um número expressivo de mortos, até agora 13, poderão ficar com os órgãos internos comprometidos, admitiu, ontem, uma fonte hospitalar.

A fonte, que ocupa um cargo na direcção do Hospital Municipal de Kapalanga, no município de Viana, no qual morreram cinco pessoas das 27 que deram entrada naquela unidade hospitalar por ingestão da “Caipirinha do Azar”, afirmou, em declarações ao Jornal de Angola, que a bebida adulterada criou “lesões profundas e graves” no organismo dos sobreviventes, um problema que pode levar tempo a curar ou persistir por toda a vida.  
A médica, que revelou estar uma menina de 12 anos entre os cinco mortos registados no Hospital Municipal de Kapalanga, informou que os sobreviventes ficaram com lesões no estômago e noutros órgãos, como os pulmões, o que pode comprometer o seu normal funcionamento.  
A fonte, que fez parte do corpo clínico que prestou assistência médica às 27 pessoas que deram entrada no Hospital Municipal de Kapalanga, adiantou que os sobreviventes vão ter reacções por toda a vida, motivo pelo qual devem ser acompanhados e receber continuamente tratamento médico e medicamentoso. 

“Essas pessoas devem receber tratamento médico contínuo, porque muitas não têm defesas suficientes no organismo”, acentuou a médica, que disse terem os sobreviventes recebido, após alta hospitalar, na terça-feira, recomendações para regressarem ao Hospital Municipal de Kapalanga se tiverem alguma alteração no organismo, e uma prescrição médica, que deve ser cumprida para  atenuar as dores causadas pela ingestão da “caipirinha”.  Os sobreviventes vão ser observados em consultas de medicina interna e devem ingerir regularmente água potável e evitar o consumo de alimentos com elevado teor de acidez, de gindungo, gengibre e bebidas alcoólicas, para não haver irritação da mucosa gástrica.