• Post category:O Guardião

Secretários da UNITA acusam Adalberto de desviar 400 milhões de kwanzas

Secretários da UNITA acusam Adalberto de desviar 400 milhões de kwanzas

Um grupo de militantes da UNITA, maior partido da oposição, acusa Adalberto Costa Júnior de desviar cerca de 400 milhões de kwanzas para comprar uma mansão em Portugal.

Trata-se de Domingos Pedro, secretário para Mobilização Urbana da UNITA em Cacuaco, e Cândido Moisés, secretário para Mobilização do Distrito Sede.

Em conferência de imprensa realizada, nesta quinta-feira (6), numa das unidades hoteleiras do bairro Petrangol, na presença de cerca de 60 militantes entre secretários distritais e de zonas, Domingos Pedro e Cândido Moisés colocaram os seus cargos à disposição e acusaram o presidente Adalberto Costa Júnior de ser “traidor e tribalista” e de ter retirado dos cofres da organização 400 milhões de Kwanzas para a compra de uma mansão em Portugal, na qual residem os filhos.

“Se ele tem coragem vem desmentir, na fase da covid-19, senhor Adalberto foi em Portugal comprar uma mansão, o ano passado. Porque, todos os filhos dele, os irmãos estão em Lisboa”, acusou Domingos Pedro.

“Passamos todos os meses do ano passado sem os quadros verem sequer um subsídio, porque as contas do partidos estavam fechadas. Depois de endereçar o Dr. Kawikh, reuniu-se connosco do Comité Nacional da JURA onde disse que as contas ficaram três meses fechadas, mas eu abri as contas e desapareceram 400 milhões de kwanzas e a conta está em nome dele, quem é que tirou”, questionou Domingos Pedro.

Domingos Pedro questionou ainda: “qual é o acordo que senhor Adalberto Costa tem com esse Presidente da República de Angola e com os filhos do ex-presidente da República”, salientando que “com UNITA não se negocia”.

Por sua vez, Cândido Moisés acusou Adalberto Costa Júnior de mentiroso. “Antes de ser eleito presidente, prometeu subsídios, computadores e melhorar as condições de trabalho no comité. Mas, até agora, não honrou o prometido, inclusive quando realizamos conferências temos de alugar cadeiras”, disse.

As acusações não ficaram por aí. Cândido Moisés apontou Adalberto Costa Júnior como sendo promotor do tribalismo no partido, pois, disse, a maioria dos quadros eleitos são da região Sul do país, com excepção para aqueles que apoiaram a sua campanha para a presidência do partido.

“A separação que ele promove entre os militantes é a mesma utilizada pelos colonos portugueses na exploração dos angolanos”, afirmou o político, que defendeu a realização de um “congresso extraordinário urgente”, assim como a audição a Adalberto Costa Júnior, pelo Conselho de Jurisdição da UNITA, para a resolução dos problemas do partido, antes das eleições gerais de 2022.

Domingos Pedro e Cândido Moisés sublinharam que, apesar de terem abandonado os cargos, continuam a ser militantes da UNITA. Os dois manifestaram a disponibilidade de voltar a assumir responsabilidades quando Adalberto Costa Júnior deixar a presidência do partido e ser eleita uma nova direção que defenda os verdadeiros ideais e princípios da UNITA.