Cortada circulação entre Luanda e o Centro e Sul do país através do Dondo

Cortada circulação entre Luanda e o Centro e Sul do país através do Dondo

Mais de 700 famílias desalojadas e corte na circulação rodoviária entre Luanda e Centro e Sul, pela Estrada Nacional 100, são as consequências do transbordo do rio Capacala, na cidade do Dondo, município de Cambambe, Cuanza-Norte.

Depois de sobrevoar, de helicóptero,  as áreas afectadas, o governador provincial do Cuanza-Norte, Adriano Mendes de Carvalho, falou em mais de três mil pessoas desalojadas e a morte de uma senhora, arrastada pelas águas.

O Governo Provincial do Cuanza-Norte reuniu-se de emergência para encontrar soluções. Centenas de viaturas ligeiras e pesadas estão paradas nas duas margens. Adriano Mendes de Carvalho considerou a situação crítica e disse ter já informado o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e o ministro da Administração do Território.

Imagens e vídeos  a circular, mostram várias estruturas destruídas. Testemunhas falam num Dondo dividido em ilhas. Para chegar ao Alto Dondo (Alto-Fina), a partir da cidade do Dondo, sede municipal de Cambambe, é preciso fazer o percurso inverso. em direcção a Luanda e, na localidade de Maria Teresa, na fronteira entre Luanda e Cuanza-Norte, pegar o desvio da localidade da Cerca, até ao Morro do Binda, arredores de Ndalatando, para depois descer em direcção ao Alto Dondo, onde está a fábrica da EKA. Tudo porque a ponte dos Bombeiros, sobre o rio Capacala (Dondo), que desabou por força da chuva, isolou duas zonas do Dondo, que estavam separadas por poucos metros. 

Em consequência do corte na circulação entre a “Cidade” e o bairro de Cassesse, para chegar, a partir do Alto Dondo, à empresa têxtil SATEC, fábrica de bebidas espirituosas VINELO e ao Pólo Agro-industrial do Mucoso é preciso ir ao Morro do Binda, descer pela Cerca em direcção a Luanda e retornar para o Dondo.