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Certificação Anti Suborno para mudar a imagem da Odebrecht Engenharia

Certificação Anti Suborno para mudar a imagem da Odebrecht Engenharia

A Odebrecht Engenharia & Construção (OEC) recebeu a 11 de maio, a certificação ISO 37001, norma internacional de Sistema Anti Suborno, atribuída por uma autoridade australiana, que reconhece, assim, o seu compromisso com o profissionalismo, a ética e a transparência em todos os mercados onde opera.

A empresa brasileira alterou todos os seus sistemas de gestão para obter esta certificação internacional, tornando-se numa das primeiras construtoras do mundo a alcançar este reconhecimento. A certificação, atribuída pela QMS, um organismo de certificação mundial com sede na Austrália, é válida por três anos.

“A obtenção desta certificação significa para a OEC o reconhecimento dos seus sistemas de controlo internos criados nos últimos anos, que vão ao encontro da determinação em termos de ética, integridade e transparência das nossas bases de actuação. Este é um momento marcante e de grande importância para a Odebrecht Engenharia & Construção”, sublinha Marcus Azeredo, responsável da empresa em Angola.

Desde 2016, altura em a Odebrech foi “apanhada” no escândalo da Operação Lava Jato, no Brasil, cuja investigação transpôs fronteiras e colocou a empresa na mira das autoridades dos vários países onde actua, tem apostado fortemente na credibilização dos seus métodos de gestão, e no seu Programa de Integridade para posicionar-se ao nível das empresas cotadas em Bolsa. A remodelação da empresa, do topo à base, passou pela demissão de vários gestores e pela implementação de um programa de compliance, que incluiu a criação de um Comité de Ética, que avalia possíveis violações ao código de conduta da empresa, e departamentos de compliance e de auditoria interna, que reportam ao conselho de administração.

A Odebrecht assinou com o Departamento de Justiça dos EUA um acordo no final de 2016, relativo a factos anteriores a 2017, tendo as suas actividades passado a ser monitorizadas por auditores independentes, designados por aquele organismo e pelo Ministério Público Federal do Brasil, a partir de Fevereiro de 2017.