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Dívida à EPAL cresce 4,1% em 3 meses para os 96 mil milhões Kz

Dívida à EPAL cresce 4,1% em 3 meses para os 96 mil milhões Kz

Com o objectivo de reduzir o elevado índice de clientes devedores na capital do país, a Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) está a apostar, desde o final de 2020, no programa piloto de instalação do sistema de pagamentos “pré-pago” de água potável.

Apesar do projecto ainda não ter um grande impacto junto dos consumidores, a direcção comercial da empresa já controla o consumo de uma parcela de clientes, através dos contadores convencionais do sistema “pós-pago”, o que tem permitido arrecadar um volume de receitas mensal de 1,5 mil milhões de Kz, assegura a direcção comercial da empresa. Mas não consegue evitar o acumular de dívidas.

De acordo com a EPAL, do universo de 500 mil clientes, até ao momento, foram instalados apenas 160 contadores do sistema de pagamentos “pré-pago”, em três zonas. Na centralidade do KK 5000 foram instalados 60 aparelhos, no Zango 8000 são 50 contadores e igual número de máquinas no Km 44. Por esta razão, segundo os responsáveis da EPAL, o volume de clientes que efectua pagamentos no sistema “pré-pago” ainda é insignificante. Mas o projecto também ainda só está em fase experimental.

Até ao momento mais de 99% dos clientes encontram-se no sistema de pagamento “pós-pago”, logo, isso tem influenciado no crescimento da dívida dos clientes à empresa que garante o abastecimento de água na capital. Os consumidores da rede de ligações domiciliares lideram a lista de devedores. Em Março deste ano, a dívida aumentou para 96 mil milhões de Kz, como fez saber Albertina Baptista, directora de Marketing da empresa. Três meses antes, a dívida era estimada em 92 mil milhões Kz.

“O elevado nível da dívida tem estado a preocupar a direcção da EPAL, pelo facto de não assegurar a cobertura de custos correntes de produção, e tão pouco possibilita a implementação de novos projectos de melhoria, expansão e optimização da rede comercial”, explicou a directora de Marketing.

População do distrito do Zango continua sem água potável

Os níveis elevados de “turvação”, ou seja impurezas, registados recentemente, nos canais do Kifangondo e Kikuxi vieram piorar o velho problema de distribuição de água potável à cidade de Luanda. A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) veio, esta semana, confirmar que já estão a funcionar as Estações de Tratamento de Água (ETA) de Luanda Sul, Luanda Sudeste, Kikuxi, Kukuxi 1 e Calumbo, apesar de que, nesta última, decorrem ainda os trabalhos técnicos de monitorização da qualidade da água.