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Despartidarização da Rádio Despertar na agenda de Adalberto Costa Júnior

Despartidarização da Rádio Despertar na agenda de Adalberto Costa Júnior

A Rádio Despertar conta desde a semana passada, com um novo diretor-geral, o conhecido jornalista Horácio Domingos Chipiaka dos “Reis”, que até pouco tempo estava como correspondente da emissora na província de Benguela.

O substituto do malogrado Emanuel Malaquias, que acaba de se transferir para a capital do país, é um profissional com largos anos de experiência, passagem pelo Brasil, e consta no seu currículo as funções de chefe de produção da Emissora Católica em Benguela. É igualmente o patrão da publicação “Pérola das Acacias”.

De entre os seus antecessores, Horácio dos Reis torna-se no primeiro diretor apartidário que a cúpula da UNITA, escolheu para dirigir a sucessora da sua extinta Vorgan.

De acordo com apurações, a indicação de uma figura neutra como é o caso do jornalista Horácio dos Reis, terá sido impulsionada pela própria direção da UNITA, imbuída da perspectiva de “despartidarizar” a Rádio. A mensagem transmitida pela cúpula de Adalberto Costa Júnior é de que a gestão da Rádio Despertar, passe a ser reflexo daquilo que a UNITA poderá a vir a ser em caso de vitória nas eleições de 2022.

Para além da redefinição  da linha editorial, a Rádio Despertar enfrenta problemas orçamentais que lhe tem custado o abandono frequente de profissionais. Em Dezembro de 2020, assinalou-se a saída em bloco de um grupo que apontava más condições de trabalho e os alegados péssimos salários (40 mil kwanzas por mês). Na altura, vários jornais dentre os quais o portal  “Decreto”, indicavam que o grupo seria acomodado em órgãos públicos tal como a TPA e TV-Zimbo, entre outros.

Segundo apurações, os profissionais que em Dezembro abandonaram a Rádio  Despertar deixaram desde algum tempo de apontar publicamente reivindicações e terão sido acolhidos pelo gabinete do Secretario Geral do MPLA, Paulo Pombolo que por sua vez os  avença  com um  bônus mensal de 300 mil kwanzas por mês que são capitalizados por intermédio de uma empresa privada ‘Sakuvaya, limitada’. O referido grupo foi igualmente aproveitado na assessoria de produção e divulgação de artigos de imprensa contra a direcção da UNITA.