Jornalistas impedidos de reportar lotação na morgue de Luanda

Jornalistas impedidos de reportar lotação na morgue de Luanda

As redes sociais têm sido, nos últimos dias, inundadas com denúncias de mau atendimento na morgue de Luanda. Entre as queixas, figura-se o mau atendimento e a super lotação de cadáveres, com algumas gavetas das câmaras frigorificas, segundo denúncias, a serem colocadas mais de dois corpos, triplicando assim, a sua capacidade de lotação.

Para constatar a veracidade das denúncias que propagam-se cada vez mais nas redes sociais, recentemente, uma equipa do Correio da Kianda deslocou-se a morgue do Maria Pia, onde fomos impedidos pela equipa de segurança presente de reportar.

Entretanto, a semelhança da equipa do Correio da Kianda, profissionais da Rádio Ecclesia foram também impedidos, nesta segunda-feira, 31, de efectuar um trabalho de reportagem sobre a acima referida morgue, onde depois de terem sido permitidos pelo primeiro segurança que os encaminhou a recepcão, acabaram por ser “barrados” por um outro grupo de segurança que informou aos profissionais da Ecclesia de que “as reportagens a efectuar na morgue do Maria Pia, carecem de uma ordem superior”, tendo citado o nome do Governo Provincial de Luanda.

Em reacção ao impedimento de jornalistas na morgue de Luanda aos Profissionais da Rádio Ecclesia, Teixeira Cândido, Secretário do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, considerou como inaceitável a atitude dos seguranças, que apesar de terem alegado ser uma suposta orientação superior, Teixeira Cândido, afirma que a morgue é um local público, que não carece de autorização para reportagem.

“A morgue é um lugar público e, portanto, não carece de autorização. Portanto, salvo quando se tratar de questões de saúde, ou se o Jornalista não terá observado as medidas impostas pelas autoridades sanitárias, mas fora disso, não há qualquer impedimento. Disse, Teixeira Cândido, Sindicato dos Jornalistas, que lamenta o sucedido.