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Indústria extractiva continua a afundar a produção industrial

Indústria extractiva continua a afundar a produção industrial

Pela primeira vez em cinco anos, a produção e distribuição de electricidade e gás registou uma queda depois de ter atingido máximos históricos em 2018 . A indústria transformadora é a que mais cresceu nos últimos três anos, enquanto a extractiva mantém a tendência negativa desde 2016.

A actividade industrial em Angola fechou o ano passado novamente no vermelho, com uma quebra de 0,5% em relação ao ano anterior, influenciado pelo afundanço na produção da indústria extractiva e na captação, tratamento e distribuição de água e saneamento. No sentido oposto, as indústrias transformadoras, com um crescimento de 11,8% na produção, tiveram um desempenho positivo, ainda assim insuficiente para elevar a produção industrial para terreno positivo.

Os dados do Inquérito Anual sobre a Produção Industrial (IPI), publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), esta semana, assinalam, desta forma, a quinta recessão consecutiva da produção industrial, iniciada em 2016 depois de um crescimento de 7,5% registado em 2015.

Além do declínio natural da produção petrolífera e da redução da procura por crude nos mercados internacionais registado em 2020 devido à pandemia, há outros factores que explicam a quinta queda consecutiva da produção industrial do País. As limitações e a elevada burocracia no acesso a financiamentos, as restrições provocadas pela pandemia da Covid-19 e a falta de água e electricidade, contribuíram negativamente para essa queda, avançam especialistas contactados pelo Expansão.

Em cinco anos, a actividade industrial em Angola atingiu os mínimos históricos em 2017 com uma taxa de crescimento negativa de 5,2%, a maior queda desde que há registo. Este ciclo de queda iniciado em 2016 foi agravado com o confinamento e a quase paralisação da actividade económica em todo o País no início do segundo trimestre do ano passado, quando a pandemia da Covid-19 se instalou em Angola.