Falta visão para se entender a importância da moda em Angola – considera Rose Palhares

Falta visão para se entender a importância da moda em Angola – considera Rose Palhares

A estilista angolana, Rose Palhares, considerou, em entrevista exclusiva à FORBES, que ainda falta apoio e visão, para se entender qual é realmente a importância da moda em Angola, tanto do ponto de vista da história como da economia.

Rose é uma empreendedora que faz questão de se manter fiel às suas origens, valores e crenças, sendo fonte de inspiração para muitas marcas femininas em Angola. Desde o início da carreira, em 2013, Palhares já recebeu seis prémios e várias distinções internacionais, dentro e fora do país, com destaque para “Melhor Designer do Ano”, “Estilista Internacional”, “Princesa da Moda Angolana” e “Mulher de Mérito”, atribuída pelo Grupo das Mulheres Africanas.

Tornou-se na primeira designer angolana a criar uma linha de pronto a vestir que revolucionou, de forma inspiradora, a moda e outros criadores da indústria em África, bem como a primeira cidadã do país referenciada como uma das melhores designers de moda pela italiana Vogue e pela sul-africana Elle.

“Acho que estamos numa montanha-russa, a lutar para equilibrar os preços versus a qualidade de material e da mão de obra”, afirmou a estilista, quando questionada sobre o actual momento da moda em Angola.

Nova colecção no mercado
Em época de pandemia, a estilista, formada em design de moda, decidiu dar um pouco de sorriso e cor aos angolanos, com o lançamento da sua mais recente colecção de assinatura própria, no segmento ready-to-wear, denominada cápsula.

Totalmente made in Angola, “cápsula” é uma colecção exclusiva para o tempo de cacimbo. “Feita para homens e mulheres reais, é jovem, sofisticada versátil e com preços competitivos. As peças podem ser usadas em diversas ocasiões e de diferentes formas. A colecção tem peças leves e podem ser usadas com quase tudo”, descreve a Rose Palhares.

A nova colecção conta com 160 peças em 23 modelos diferente, num investimento de 16 milhões de kwanzas. Cápsula, explica a estilista, são pequenas colecções lançadas entre as temporadas, com produção de um número de peças mais reduzido, o que permite aos clientes das marcas assegurarem algum nível de exclusividade.