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Covid-19 é “ameaça nacional” alerta governante angolano

Covid-19 é “ameaça nacional” alerta governante angolano

A ministra angolana da Saúde, Silvia Lutucuta, anunciouna segunda-feira, 7, que o país está a atingir o dobro dos contágios da Covid-19 registados em 2020 e que a estirpe inglesa já representa 70% dos casos em Luanda.


O ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República fala em “ameaça nacional”.

A revelação foi feita no dia em que Angola contabilizou 800 mortes associadas à doença, 82 novos casos e três mortes.

“Estamos num cenário bem pior que o anterior”, alertou Sílvia Lutucuta, para quem a situação “só não é catastrófica graças à cerca sanitária à capital do país”.

A governante assegurou, entretanto, que as medidas restritivas em curso têm estado a salvaguardar a manutenção da actividade económica e o escoamento dos bens essenciais para a população.

Também na segunda-feira, o Governo prorrogou as medidas de contenção da pandemia para mais 30 dias, numa altura em que o país regista um total acumulado de 35.854 casos e 29.329 recuperados.

Segundo Sílvia Lutucuta, mais oito províncias contam já com a circulação das variantes sul-africana e inglesa da Covid-19, com “casos importados e de transmissão local”.

Também o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, entende que o país está a enfrentar “uma ameaça nacional” e que o sacrifício deve ser para todos, incluindo os partidos políticos.

“É um sacrifício que, infelizmente, temos que consentir para salvar vidas”, disse.

Números não reflectem a realidade

Entretanto, o médico pediatra Luís Bernardino admite que o país poderá ter, neste momento, três milhões de infectados e que o número oficial de mortes e de casos “representa uma imagem muito parcial do que realmente se passa no país.

As autoridades revelaram que, desde Março, 1.980.919 pessoas foram imunizadas com as vacinas Sputnik V, Astrazeneca, Sinopharma e Pfizer.

O plano de vacinação em curso prevê imunizar cerca de 15.7 milhões de angolanos maiores de 16 anos.

A primeira fase abrangeu os profissionais de saúde, forças de defesa e segurança, idosos, portadores de comorbilidades e professores.