• Post category:Expansão

INE atira desempregados para população inactiva e taxa de desemprego cai 0,1 pp para 30,5%

INE atira desempregados para população inactiva e taxa de desemprego cai 0,1 pp para 30,5%

A taxa de desemprego em Angola caiu 0,1 pontos percentuais para 30,5% no I trimestre de 2021, de acordo com o relatório sobre os Indicadores de Emprego e Desemprego em Angola do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado esta semana com quase um mês de atraso e cuja credibilidade é posta em causa por vários especialistas.

Tudo porque o INE publicou o relatório com quase um mês de atraso e “atirou” para população inactiva pessoas que nos inquéritos anteriores estavam registadas como desempregadas.

“Os indicadores sobre o mercado de trabalho mostram algumas evidências marcadas pelo impacto da pandemia Covid-19. Na actual situação, pessoas nos trimestres anteriores classificadas como desempregadas e pessoas que efectivamente perderam os seus empregos devido à pandemia Covid- 19 podem, neste trimestre, ser classificadas como inactivas. A não disponibilidade para começar a trabalhar, por motivos relacionados com a pandemia, pode levar ao acréscimo da população inactiva”, refere o relatório.

Face ao último trimestre de 2020, entre Janeiro e Março deste ano a população inactiva aumentou 91.826 (+5,7%) para 1.709.309. Já o número de desempregados baixou 3.602 pessoas para 4.744.020, enquanto o número de empregados aumentou 71.717 para 10.821.205.

Em relação aos sectores onde os angolanos estão empregados, “a agricultura, produção animal, caça, floresta e pescas” é a que mais emprega, tendo criado mais 61.876 face ao IV trimestre de 2020. Já as “actividades administrativas pública e defesa e segurança social” criaram mais 37.054, os “transportes, armazenagem, alojamento e comunicação” registaram mais 35.261 e a “educação” criou mais 23.722 postos de trabalho. O sector da construção, que terá ganho um novo fôlego com as obras do PIIM, só criou 1.936 novos empregos em relação ao IV trimestre de 2020. Por outro lado, o “comércio por grosso e a retalho, reparação de veículos automóveis e motociclos” perdeu 51.014 trabalhos e a “indústria, energia e águas” perderam 19.276.

Como o INE não desagrega a informação, não é possível verificar de que tipo de emprego estamos a falar, se informal ou formal, mas segundo o relatório, 80,2% dos angolanos têm trabalho na informalidade, o que é equivalente a 8.680.137, menos -5.539 que no final de 2020 (80,8%).