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Angolanos gastam cada vez mais com alimentação e análises clínicas

Angolanos gastam cada vez mais com alimentação e análises clínicas

O custo de vida no consumidor nacional registou uma variação mensal de 2,0%, entre Abril e Maio, tendo desacelerado 0,1 pontos percentuais (pp), num mês em que os angolanos gastaram mais com a alimentação e análises clínicas, de acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Apesar do maior aumento registado na classe de “Alimentação e Bebidas não Alcoólicas” com 2,4%, destacam-se também os aumentos dos preços verificados na “Saúde” com 2,1%, “Bens e Serviços Diversos” com 2,0% e “vestuário e calçado” com 1,8%. Especialistas voltam a questionar os indicadores do INE, tendo em conta o custo de vida e a depreciação da moeda angolana. A escassez de alguns produtos da cesta básica que tem causado o aumento dos preços é outra preocupação dos economistas e empresários.

De recordar que recentemente, o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Massano, admitiu que os aumentos verificados nos preços de bens alimentares resulta da insuficiência da produção nacional e das restrições impostas às importações de bens de primeira necessidade. Durante o período em referência, a inflação homóloga situou-se nos 24,9%, registando um acréscimo de 3,1 pp. Assim, a inflação em termos homólogos ainda está muito acima da meta do Governo que previa, para o exercício de 2021, uma inflação anual de 18,7%%. Só que entretanto o governador do BNA anunciou a revisão em alta para 19,5%.

No entanto, para atingir a nova meta do BNA, os preços deverão crescer 1,2%, o que é pouco provável, até porque nos meses de Novembro e Dezembro tradicionalmente os preços disparam.

Não está fácil baixar a inflação e o Fundo Monetário Internacional (FMI), no comunicado em que valida a quinta avaliação ao cumprimento do Programa de Financiamento Ampliado recomenda que o Banco Nacional de Angola (BNA) deve apertar ainda mais a política monetária se a inflação teimar em não baixar.