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Maior leilão de diamantes de sempre rende 56,5 milhões USD

Maior leilão de diamantes de sempre rende 56,5 milhões USD

O terceiro leilão de diamantes especiais, em bruto, das minas de Uari, Lulo, Catoca e Luele, encerrou esta quinta-feira e permitiu arrecadar um valor total bruto de 56,6 milhões de dólares, de acordo com nota da Empresa Nacional de Comercialização de Diamantes de Angola, SODIAM, E.P., que confirmou o leilão como “o maior até ao momento, termos de participação e valor arrecadado”.

O leilão decorreu entre os dias 9 e 23 de Junho e compreendeu a apresentação de propostas, submetidas por via electrónica, até às 11 horas desta quinta-feira, através do site www.sodiamsales.com.

De acordo com o comunicado da SODIAM, “além do conjunto diversificado de pedras especiais, esteve igualmente em licitação um lote de composição “run-of-mine” variado em todos os tamanhos da produção do kimberlito Luele da região de Luaxe”.

A empresa pública de diamantes acrescenta que participaram no leilão 50 empresas das principais praças diamantíferas mundiais.

Estes leilões têm como horizonte a abertura da Bolsa de Diamantes de Angola em 2022.

O valor arrecadado superou as expectativas. Aquando do anúncio do leilão, em Maio passado, a SODIAM estimava um valor de licitação de 22 a 30 milhões de euros.

Na ocasião, o presidente do conselho de administração da Sodiam, Eugénio Bravo da Rosa, admitia que o leilão iria “contribuir para a criação de condições materiais e tecnológicas que visam dinamizar o funcionamento da futura Bolsa de Diamantes de Angola”.

Recorde-se que os dois leilões anteriores, realizados pela Sodiam, em 2019, geraram 40,3 milhões de euros de receitas (15,1 milhões de euros, no primeiro leilão, e 25,2 milhões no segundo). Aquando da realização do segundo leilão, a SODIAM explicou que esta nova modalidade de comercialização de diamantes em bruto foi “introduzida pela nova Política de Comercialização de Diamantes e do respetivo Regulamento Técnico, aprovados através dos Decretos Presidenciais nº175/18 e 35/19, e seguiu o modelo “tender”, ou seja, leilão por concurso”.

Neste formato as empresas participantes “apresentam as suas licitações, de forma remota, em modelo fechado na plataforma electrónica “online” criada para o efeito, modelo que gera maior transparência no processo e que permite obter um maior valor comercial para as pedras disponíveis”, referiu na altura a Sodiam.