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Militares supervisionaram provas de medicina na UPRA para travar excesso de cábulas

Militares supervisionaram provas de medicina na UPRA para travar excesso de cábulas

Na Universidade Privada de Angola (UPRA), um professor militar, do curso de medicina, levou para a sala de aula, no dia do exame, alguns militares fardados para supervisionarem uma prova de exames do 3º ano, para travar o excesso de cábulas, situação que irritou o Ministério do Ensino Superior, Ciência Tecnologia e Inovação (MESTIC), que pediu explicações à direcção da UPRA e repudiou a acção.

A situação foi tornada pública através de um vídeo de poucos segundo que se tornou viral nas redes sociais, e que despertou a atenção do MESTIC, que alertou todas as instituições de ensino superior para a observância da legalidade daquela decisão, sob pena de aplicação das medidas sancionatórias adequadas.

Uma fonte próxima à direcção da UPRA explicou ao Novo Jornal que a reitoria desta universidade já esclareceu o assunto ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, tão logo o vídeo foi posto a circular nas redes sociais.

Trata-se de um professor, oficial superior das Forças Armadas Angolanas (FAA) que lecciona uma cadeira no curso de medicina da Universidade Privada de Angola, que, ao aperceber-se que os alunos faziam cábulas nas provas, decidiu colocar como supervisores alguns efectivos das FAA no dia do exame.