Ministro dos Transportes busca fim da paralisação

Ministro dos Transportes busca fim da paralisação

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, está no Lobito, província de Benguela, para acompanhar o processo de negociação entre o Conselho de Administração e os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), estes últimos que têm, desde ontem, as actividades paralisadas.

Ainda ontem, o ministro reuniu, à porta fechada, com o Conselho de Administração do CFB, estando prevista para hoje uma reunião com os trabalhadores da empresa ferroviária de Benguela.

Nesse encontro, os trabalhadores vão exigir um aumento salarial na ordem dos 50 por cento, numa altura em que o salário mais baixo está em 39 mil kwanzas mensais, e a regularização da cesta básica.Das reivindicações dos funcionários da empresa pública de transportes ferroviários constam, também, questões voltadas ao reconhecimento do tempo de serviço e da melhoria de condições de trabalho.

O secretário da Comissão Sindical dos Trabalhadores do CFB, Erickson Sardinha, espera que o ministro Ricardo de Abreu tenha uma intervenção que ajude a encontrar as melhores soluções para se resolverem os problemas que afligem os funcionários.”O nosso objectivo não é prejudicar a empresa nem criar danos financeiros. Queremos é chegar a um acordo que beneficie ambos os lados”, realçou o sindicalista.

Quanto à paralisação do transporte ferroviário de mercadorias, por seis dias a contar de ontem, Erickson Sardinha reconheceu que a situação vai criar graves transtornos aos utentes e à empresa, mas disse que “isso deve acontecer, pois, não temos alternativas”.Sobre a questão da transportação de passageiros, disse que haverá dois comboios Lobito–Benguela e vice-versa e um outro entre Cuito e Luena, assim como está garantido o serviço mínimo para os hospitais ao longo da via.

Ouvido pela reportagem do Jornal de Angola, Benualdo Dumbo, 30 anos de serviço pelo CFB, lamentou o facto de 50% de aumento salarial exigido pelos trabalhadores serem recusados pelo Conselho de Administração faz tempo.