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Polícia reprime manifestação de professores no Uíge

Polícia reprime manifestação de professores no Uíge

Onze professores que participavam na manifestação para exigir o pagamento dos subsídios de exame que nunca foram pagos há três anos, foram detidos na manhã desta quinta-feira, 1, na província angolana no Uíge.

O jornalista do portal Wizi-kongo, Jeremias Caboco, também foi detido mas todos já se encontram em liberdade.

A manifestação, na qual partiparam mais de 100 professores do ensino geral que nunca receberam o subsidio de exame desde 2019, durou cerca de uma hora até ser impedida pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR) que usou gás lacrimogénio e balas de borrachas para dispersar a marcha.

Uma pessoa ficou ferida.

Paulo Kicanga, professor e um dos organizadores da marcha, acusou os dirigentes do sector da educação da província de “terem desviado cerca de 200 milhões de kwanzas destinados ao pagamento dos subsídios de exame de 2019 e de estarem envolvidos numa rede de criminosos”.

Os professores prometeram dar continuidade às manifestações até ao pagamento dos subsídios.

Por outro lado, os professores contestam o silêncio do Sindicato dos Professores (Sinprof), face à situação que já dura anos e acusam o órgão de favorecer a entidade empregadora.

O secretário provincial do Sinprof Amâncio Vieira afirmou à VOA que o caso não está esgotado e que aguarda um posicionamento do Governo provincial.

A VOA contactou a direcção provincial da Educação, que não se pronunciou.