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Dívida governamental aos bancos lá fora já vale menos que 50% dos “kilapis” externos

Dívida governamental aos bancos lá fora já vale menos que 50% dos “kilapis” externos

A dívida governamental aos bancos comerciais estrangeiros no final de 2020 correspondia a 47% do total do stock da dívida pública externa, equivalente a 45.457 milhões USD, sem contar com a dívida da TAAG e Sonangol, o que compara com os 50% verificados em 2019, de acordo com cálculos do Expansão com base no Relatório de Execução Trimestral do Orçamento Geral do Estado do IV Trimestre de 2020.

Se fizermos as contas incluindo a dívida da TAAG e da Sonangol, a dívida à banca comercial estrangeira valia 42% do stock. Esta queda do peso do endividamento comercial deve-se não só à amortização de 1.378 milhões USD em dívidas à banca comercial (o russo VTB e o Banco de Desenvolvimento da Chi
na foram os que mais receberam), mas também ao facto de a dívida a instituições multilaterais (sobretudo FMI e Banco Mundial) e também a fornecedores (com destaque para a Gemcorp) estar a contribuir para a subida do peso destes sectores no total da dívida.

Apesar de não ser pública a informação sobre quanto é que Angola paga em juros aos seus credores da banca comercial estrangeira, sabe-se que esses juros são bastante mais elevados que os que paga sobre a sua dívida a instituições como o FMI ou o Banco Mundial, que rondam os 3%. Por isso, “trocar” a dívida comercial por dívida a instituições multilaterais é positivo para o País, admitem especialistas.

Segundo o Relatório de Execução Trimestral do Orçamento Geral do Estado do IV Trimestre de 2020, publicado no site do Ministério das Finanças, Angola devia 50.977 milhões USD no final do ano passado, sendo que 45.457 milhões eram dívida governamental (+1% que em 2019), e 5.353 milhões era dívida da Sonangol (+11% que em 2019) e 168 milhões USD da TAAG (-13% que em 2019).