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UNITA diz que a divisão política administrativa anunciada pelo Executivo é uma manobra de fuga à institucionalização das autárquicas

UNITA diz que a divisão política administrativa anunciada pelo Executivo é uma manobra de fuga à institucionalização das autárquicas

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA considera que a anunciada divisão político-administrativa do país, abrangendo as províncias do Kuando-Kubango, Lunda-Norte, Malanje, Moxico e Uíge configura “laivos de mais uma manobra de fuga a institucionalização das autarquias”.

A reunião, orientada pelo presidente do partido, Adalberto Costa Júnior, reiterou a convicção de que quando as autarquias forem institucionalizadas em toda extensão do território nacional “serão, comprovadamente, a via mais eficaz para o desenvolvimento integral das comunidades do país, tal como a realidade dos outros países o assevera”.

A UNITA entende que o novo registo eleitoral é “uma necessidade absoluta para a lisura e a credibilidade de todo o processo eleitoral”.

O “Galo Negro”, exprime a sua “grande preocupação relativa ao contexto político de pré-campanha caracterizado pela tremenda regressão das ténues conquistas democráticas”.

E diz que “o abusivo controlo dos órgãos estatais de comunicação social pelo Executivo, as incessantes tentativas de divisão dos partidos na oposição, a obstrução à criação de novas genuínas formações políticas e a facilitação da formação de apêndices políticos do regime, a injecção suplementar de meios financeiros ao PIIM sem conhecimento nem aval da Assembleia Nacional, a falta de clarificação do registo eleitoral, a ostentação nos actos do regime, entre outros”, comprovam essa “regressão”.

O Comité Permanente da Comissão Política da UNITA critica “a grave situação económica e social com o seu cortejo de fome, pobreza, desemprego sobre tudo dos jovens e a falência das empresas, resultantes da péssima gestão do país pelo Executivo do actual Presidente da República”.

Em comunicado, o Comité Permanente da Comissão Política da UNITA considera “excessiva e injustificável” a manutenção da cerca sanitária sobre a província de Luanda, cujas consequências “são altamente prejudiciais à economia global do país porquanto, o vírus da Covid-19 já circula, de forma comunitária, em todas as províncias de Angola”.