Projecto da baía de Moçâmedes vai custar 600 milhões de dólares norte-americanos

Projecto da baía de Moçâmedes vai custar 600 milhões de dólares norte-americanos

O Projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía de Moçâmedes (Namibe) vai, nos próximos tempo, mobilizar homens e máquinas para transformar e torná-la num “ex-libris” da região sul de Angola e por sinal, um dos maiores empreendimentos a ser construído na província do Namibe, considerou o ministro dos Transportes.

Ricardo D´Abreu realçou que a visita ao Namibe, visou por outro lado celebrar, uma vez mais, a parceria viável entre japoneses e angolanos e por último, reconhecer o esforço de homens e mulheres abnegados para proporcionar benefícios às comunidades residentes, ou trabalhadoras, na região sul de Angola.

O consórcio TTC / TOA empregará durante o período de 35 meses cerca de 500 angolanos, 80 japoneses e filipinos. Empresas subcontratadas, fornecedores e logística envolve mais de mil de trabalhadores angolanos, num orçamento de aproximadamente 600 milhões de dólares norte-americanos.

Quanto à formação e desenvolvimento de competências, este projecto inclui um período de formação de 3 meses para cada porto (na fase final de construção). A implementação pelo Empreiteiro do Programa de Treinamento e Desenvolvimento de Competências para equipamentos portuários importantes, tais como gruas de contentor, navio de operação e radar, permitirá criar capacidade e experiência do pessoal portuário.

Ricardo de Abreu recordou, que por esta infra-estrutura, já se atingiram níveis de exploração na ordem das seis milhões de toneladas por ano, sendo por isso “plausível pensar que estamos, sim num momento de virar de página com impacto estrutural na economia da província, na vida dos seus habitantes e do país”.

Novo terminal

O ministro dos Transportes anunciou ainda a construção, na Baía, do novo terminal de contentores do Porto do Namibe , uma infra-estrutura, que disse ser moderna e equipada, com os equipamentos apropriados para melhorar a eficiência da operação portuária e aumentar a competitividade deste Porto, em particular, que se encontra numa região estratégica importante.

Trata-se de aumentar capacidade do Porto e dotá-lo com condições que promovam o crescimento e o desenvolvimento do sul do país, quer no sentido das importações, quer no grande objectivo de promoção das explorações, aflorou, Ricardo de Abreu, para quem “mais do que relembrarmos a história, importa-nos começar a escrever os novos capítulos de uma economia próspera e atractiva ao investimento nacional e estrangeiro”.

“Os trabalhos aqui se desenvolverão, e  indicam a certeza de que Angola é um espaço bom para acolhimento desses interesses”, disse o ministro, para acrescentar que o modelo de cooperação de financiamento definido, para o projecto de Desenvolvimento Integrado da Baía de Moçâmedes, “é prova disso”. 

Parceira fundamental

Para o ministro, os parceiros neste projecto, particularmente a TTC- Toyota Tsusho Corporation, o Banco do Japão para a Cooperação de Desenvolvimento da África Austral, “foram fundamentais para que pudéssemos, hoje, estar aqui, neste momento de celebração, somente possível também, pelo empenho e esforço abnegado das equipas do Sector dos Transportes e do Ministério das Finanças “. 

Ricardo de Abreu disse estar convicto de que esta operação vai gerar,  os ganhos que o Executivo defende para as populações, a saber; maior desenvolvimento da região sul, redução dos custos de transportes e logística, aumentando a competitividade da economia nacional, formação e desenvolvimento de competências para a juventude, bem como o aumento de empregos directos e indirectos e dinamização de pequenas iniciativas empreendedoras adjacentes ao projecto.