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Empresários turcos chegam a Luanda

Empresários turcos chegam a Luanda

Pouco mais de duas semanas depois da visita do Presidente João Lourenço à Turquia, onde assinou vários acordos bilaterais, chega hoje ao País uma delegação de empresários turcos ligados aos grupos Summa e BGN.

Em Luanda, os empresários vão manter contacto directo com os ministérios da Economia e Planeamento (MEP), Transportes (MINTRANS) e com a Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX).

A visita é encarada como resposta aos apelos do Chefe de Estado angolano, que durante a sua permanência na Turquia propôs “uma cooperação estratégica” entre os países, tendo solicitado mais investimento privado turco em Angola, que ajude na diversificação da economia.

“Angola pretende fortalecer as suas relações económicas, financeiras e empresariais com a Turquia e estabelecer as bases de uma cooperação estratégica entre os dois países”, afirmou o Chefe de Estado Angolano no Fórum Empresarial Angola-Turquia, que decorreu durante a visita de Estado.

Conforme definiu o Presidente João Lourenço, nessa parceria, o objectivo é claro: “Pretendemos atrair investidores da Turquia que tragam à nossa economia não só capital financeiro e tecnologia avançada, mas que tragam sobretudo know-how, que nos permita diversificar e aumentar com rapidez e eficiência a produção interna de bens e de serviços”.

Ao que apurou o Jornal de Angola de fonte da AIPEX, o regresso da comitiva está previsto para quarta-feira, não sem antes passarem pela Zona Económica Especial Luanda-Bengo (ZEE).

Nesta unidade industrial, os empresários turcos vão constatar o funcionamento de várias fábricas, incluindo os negócios do seu país.

Em relação às empresas, a Summa é uma construtora global com interesses e operações diversificadas. O grupo tem no seu historial 17 nomeações anuais consecutivas como sendo das 250 maiores construtoras internacionais.

No continente africano, por exemplo, a empresa turca está presente em países como Senegal, Serra Leoa, Guine Equatorial, Libya, Benin, República do Congo, Níger e Rwanda.

Por sua vez, a BGN actua na indústria do petróleo e gás, onde busca a consolidação permanente da sua estratégia de reforço da posição de líder, ao mesmo tempo em que ajuda a atender a procura global de energia. A política operacional do grupo BGN, conforme advogam, visa criar retornos competitivos para os clientes e produtores.