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Dívida pública continua a ser a maior “dor de cabeça” do Executivo e do FMI

Dívida pública continua a ser a maior “dor de cabeça” do Executivo e do FMI

A dívida pública continua a ser a maior dor de cabeça do Executivo e do FMI, já que no final de 2020 o rácio dívida/PIB chegou a antes impensáveis 135,1%, bastante acima dos 60% que são objectivo que consta no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022.

A desvalorização cambial e a redução das receitas petrolíferas, que resultam da queda da produção angolana e da descida abrupta dos preços – especialmente no contexto da pandemia da Covid-19 – são os principais responsáveis.

Com o aproximar das eleições, e numa fase em que ainda é incerta a continuidade do FMI em Angola, o representante do Fundo Monetário Internacional em Angola, Marcos Souto, deixou recados recentemente ao Governo, numa fase em que eram celebradas novas linhas de crédito estrangeiras. No início do mês, Souto alertou que é necessário considerar a sustentabilidade da dívida aquando da contratação de novas linhas de crédito. “O que aparecer tem de ser garantido num contexto de planeamento de dívida, a nível de sustentabilidade da dívida e redução do risco de financiamento, sobretudo no caso de Angola cuja capacidade de dívida é muito limitada”, sublinhou, citado pela agência Lusa.
Apontou também a necessidade de boa gestão dos recursos públicos, já que “são limitados” e há que ter uma preocupação grande com o retorno económico, procurando projectos que maximizem este retorno, como por exemplo infraestruturas de acesso a água ou projectos que potenciem a diversificação económica.