Novos donos do BCI são conhecidos em Outubro

Novos donos do BCI são conhecidos em Outubro

O leilão em bolsa, em que o Banco de Comércio e Indústria (BCI) é privatizado, realiza-se a 1 de Outubro, anunciou, ontem, em Luanda, o Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), revelando a pré-qualificação de seis concorrentes de capitais oriundos de Angola e África do Sul.

O administrador do IGAPE,  Augusto Kalikemala, avançou a data num seminário “online” sobre o Programa de Privatizações (PROPRIV), durante o qual  considerou o BCI uma das empresas de referência a alienar.

O procedimento da alienação do BCI, lembrou, é o leilão em bolsa, depois da qualificação dos interessados e  a validação pelo Banco Nacional de Angola (BNA), desenrolando-se em várias fases.

 “Inicialmente, foram apresentadas 16 propostas não vinculativas, das quais seis foram pré-qualificadas de acordo com a informação prestada, os requisitos do BNA e os resultados de um processo abrangente de ‘due dilligence’, ainda a decorrer, que avalia a capacidade financeira”, afirmou Augusto Kalikemala ao definir o estágio da operação.

Em breve, os seis candidatos com propostas vinculativas vão saber se são ou não admitidos a leilão, anunciou o administrador, notando que manifestaram interesse instituições sul-africanas, inglesas, quenianas e europeias, mantendo-se na corrida angolanos e sul-africanos.

O administrador declarou que o Estado obteve um encaixe de 366 mil milhões de kwanzas com a alienação de 41 dos 139 activos listados para a privatização depois de uma actualização  em Fevereiro, quando foram excluídos do programa 70 empresas da pesca artesanal e acrescentadas 14.

De acordo com Augusto Kalikemala, os 366 mil milhões de kwanzas resultaram da alienação de várias unidades industriais, localizadas na  Zona Económica Especial Luanda-Bengo, das participações do Estado nas empresas cervejeiras e de activos imobiliários da Sonangol.

Em termos de contratos celebrados, os 41 activos renderam cerca de 806 mil milhões de kwanzas, revelou Augusto Kalikemala, sublinhando que as três fábricas têxteis, estão avaliadas em mais de 250 mil milhões de kwanzas. 

Curso  do programa

Até ao final deste ano, o Executivo prevê lançar vários concursos para privatização de 112 empresas, com Augusto Kakilemala a destacar a seguradora ENSA, onde os procedimentos foram iniciados, hotéis da Infotur, 16 unidades industriais da Zona Económica Especial, da participação de 10 por cento que o Estado detém no banco BAI e dos 25 por cento no Caixa Angola, estes dois últimos, por leilão em bolsa.

Nesta altura, decorre a preparação da venda dos 51 por cento que pertencem ao Estado na empresa de distribuição de combustíveis Sonangalp, também através de uma oferta pública inicial.O responsável do IGAPE anunciou, para breve, a realização de um concurso, para alienação de activos exclusivamente para empresários nacionais, instando-os a “estarem preparados” e a recorrerem à banca em caso de necessidade de capitalização para enfrentar o processo.