Frente Patriótica Unida é proclamada hoje

Frente Patriótica Unida é proclamada hoje

A Frente Patriótica Unida (FPU), enquanto coligação eleitoral, é proclamada, na manhã de hoje, num acto a ter lugar em Luanda

No mesmo acto, também deve ser conhecido o líder da coligação que se propõe a protagonizar a alternância do poder político em Angola.

Na semana passada, Adalberto Costa Júnior, presidente da UNITA, partido que idealizou a FPU, participou numa reunião na qual o político Abel Chivukuvuku e mais de duas centenas de simpatizantes do projecto político PRA-JA Servir Angola apreciaram a “utilidade patriótica, viabilidade e modalidades” da sua adesão àquela coligação.

Adalberto Costa Júnior disse que aquela reunião foi o culminar de um amplo processo de negociação e de conversas que termina, hoje, com a formalização da existência da FPU.

O acto de hoje, disse, significa que a FPU já tem os documentos fundamentais terminados e está em condições de corresponder à expectativa que diz estar a ser criada sobre a coligação.

Questionado, Adalberto Costa Júnior afirmou que não receia uma eventual rejeição do Tribunal Constitucional à formalização da FPU, à semelhança do que aconteceu com o PRA-JA Servir Angola.

“A formalização não de-pende de tribunal nenhum, mas da nossa própria vontade, que é esta que estamos a expressar”, disse o político, para quem as instituições do país estão sob forte fiscalização, inclusive dos jornalistas.

Caso a FPU seja rejeitada, Adalberto Costa Júnior considerou que será mais uma justificação de que a mudança é necessária. “Angola precisa de uma liderança que legitima e credibiliza as instituições, não interfira na vida normal dos cidadãos e dos partidos políticos, bem como da política em si própria”, defendeu.

O também deputado considerou, ainda, que devem ser, fundamentalmente, criadas leis e garantidas as circunstâncias do respeito das mesmas, na universalidade e pluralidade.

Além da UNITA  e de Abel Chivukuvuku e simpatizantes, a Frente Patriótica Unida conta, igualmente, com a inclusão do Bloco Democrático, actualmente coligado à CASA-CE, mas cujo acordo expira no final da actual legislatura.