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Chefe de Segurança acusa partidos e activistas de criar clima de terror nas populações

Chefe de Segurança acusa partidos e activistas de criar clima de terror nas populações

O ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República acusou os partidos políticos da oposição de, a pretexto de “suspeições de fraude”, pretenderem o que chamou de “instauração de um clima de intimidação, insegurança e terror no seio das populações, antes da convocação das eleições”.

Este pronunciamento de Francisco Pereira Furtado é o primeiro de uma alta figura do Governo feito em meio a um clima de contestação vindo de todas as sensibilidades políticas, sociais e religiosas do país depois que o Tribunal Constitucional anulou o congresso da UNITA de 2019 que elegeu Adalberto Costa Júnior presidente do principal partido da oposição.

Para o general Furtado,”este jogo faz parte de uma estratégia errada e irresponsável de quem não sabe, nem está preparado para coabitar em ambiente de paz, concórdia e estabilidade”.

O ministro de Estado, que falava no acto que marcou o 30º aniversário das Forças Armadas Angolanas (FAA), no sábado, 9, não poupou críticas aos activistas políticos angolanos a quem apelidou de “falsos activistas que, a todo o custo, querem chegar ao poder por via da desordem, desobediência civil e actos de intolerância política”.

“Governo-sombra” da UNITA devolve acusações

Em reacção às declarações do governante, o deputado da UNITA Joaquim Nafoia devolveu as acusações e deixou “conselho”s ao ministro de Estado.

“O senhor ministro deve ser aconselhado por juristas”, porque quem está a criar instabilidade no país é o seu próprio partido que está a manietar as instituições do Estado”, disse o também “primeiro-ministro” do Governo-sombra da UNITA.

Por seu turno, o activista de Cabinda Alexandre Kuanga Nsitu considera que, contrariamente ao partido no poder, o MPLA,e o seu governo, os activistas realizam manifestações porque pretendem repor a ordem constitucional.

“O Estado angolano não é de um partido mas é de todos os angolanos”, defendeu aquele activista.