Economistas defendem aceleração da diversificação económica

Economistas defendem aceleração da diversificação económica

Economistas angolanos apontaram nesta quarta-feira a aceleração do processo de diversificação da economia nacional como passo importante para inverter as incertezas na previsão do OGE, devido à dependência do preço volátil do barril de petróleo no mercado internacional.

De sexta-feira a terça-feira, o preço do Brent estava abaixo do previsto no Orçamento Geral do Estado OGE (USD 55/ barril), resultado do coronavírus, epidemia que afecta a segunda maior economia do mundo (China) e também o maior consumidor de petróleo do mundo.

O Brent abriu, hoje, em alta no mercado bolsita de Londres, ao fixar-se a 55.20 dólares norte-americanos /barril, acima do preço registado desde a última sexta-feira.

A propósito destas oscilações do preço do barril de petróleo, principal produto de exportação nacional e a base de receitas fiscais para elaboração do OGE, o economista Martins Bacelar, afirmou à Angop  ser possível inverter essa dependência com a  aceleração do processo de diversificação económica em curso no país.

Por sua vez, o economista Carlos Padre considera, igualmente, que a aposta do Governo deve ser a aceleração do processo de diversificação da economia nacional, através da disponibilidade de financiamento do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA), permitindo a materialização de projectos para a produção dos 54 produtos, previstos no Prodesi.

Entretanto, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos (Mirempet), Diamantino Azevedo, reconheceu terça-feira, em entrevista à Televisão pública de Angola (TPA), que se a baixa do preço do petróleo no mercado internacional continuar poderá afectar o OGE de 2020.

“Se o preço do petróleo continuar abaixo do previsto no OGE/2020 (USD 55/ barril), poderá afectar as despesas previstas para 2020”, afirmou o governante que falava ao Grande Entrevista, programa da Televisão Pública de Angola (TPA).

A queda consecutiva do preço do crude nas principais bolsas mundiais, nas últimas semanas, segundo analistas, é resultado do coronavírus, epidemia que afecta a segunda maior economia do Mundo e também o maior consumidor de petróleo do mundo.

Na última semana, a OPEP marcou uma reunião extraordinária para avaliar o impacto da epidemia coronavírus, que afecta maioritariamente a China e o seu potencial impacto no mercado mundial de Petróleo.

Com alastramento do Coronavírus, epidemia que surgiu em Dezembro último, a China maior consumidor do petróleo do mundo registou uma quebra de 20%, ou seja três milhões de barris/dia, muito acima de 1,5 milhões do corte programado pela OPEP.

Segundo avançou a agência AFP, a epidemia de coronavírus na China tem provocado preocupação entre alguns países da OPEP, muito dependentes do crescimento da segunda maior economia mundial para vender seus barris de petróleo.

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Author: mussemojamil

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